OS PONTOS DE VISTA SOBRE A ALIMENTAÇÃO

A Comida
na Tela
Este espaço é para quem quer saber sobre o que há de mais novo e polêmico sobre alimentos, alimentação, nutrição e gastronomia. Aqui se mostra diferentes pontos de vista e coloca-se em xeque ideias de senso-comum que são dissecadas com evidências científicas. Escrito por uma irriquieta e inconformada pessoa que vê a alimentação por diversos pontos de vista.
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A União Europeia quer proibir o termo “steak vegetal”, mas não impede que produtos imitem carne em sabor e textura. Isso levanta a questão: quem decide como nomeamos a comida e por quê? No fim, o debate não é sobre paladar ou dieta, mas sobre como a semântica molda nossa percepção do que comemos.
Uma pesquisa sugere que traumas infantis maternos podem influenciar o peso dos filhos via ultraprocessados. Na prática, renda, tempo e acesso a alimentos importam muito mais. No fim, a questão é como simplificamos a ciência em histórias fáceis demais.
Um mercado em Madri encenou um mundo sem aquicultura e mostrou balcões vazios e filas longas. A experiência revela como valorizamos o raro e desconfiamos do produzido, criando mitos sobre autenticidade. No fim, a reflexão não é sobre escassez ou abundância, mas sobre como nossas ideias sobre comida moldam o que colocamos no prato.
O TikTok não apenas entretém, ele dita tendências que moldam o que comemos e como compramos. Um prato vira viral por estética ou surpresa, e não necessariamente por sabor ou tradição. No fim, estamos consumindo reflexos de um algoritmo, não escolhas alimentares conscientes.
Amsterdam vai proibir publicidade de carne em espaços públicos. A medida não é sobre moralizar a alimentação, mas sobre quem decide o que merece ser visto ou invisível. A discussão real é: até que ponto governos podem editar o que aparece no nosso prato e criar mitos sobre alimentos?
O vale-refeição foi criado para garantir acesso a refeições de qualidade, não para financiar alimentos de baixa qualidade. Ao ampliar indiscriminadamente seus usos, esvazia-se o sentido do benefício em nome da conveniência. O debate não é sobre liberdade de consumo, mas sobre que modelo alimentar estamos dispostos a legitimar.