20 de novembro de 2020

A tecnologia de alimentos é um vilão ?

Atualmente a tecnologia de alimentos vem sendo associada como algo maléfico, que irá prejudicar a saúde de quem consome alimentos produzidos com o auxilio de maquinas, gestão e controle de processos, dentre outros, mas isso não é verdade.

Há uma série de mitos e verdades sobre a produção de alimentos, e portanto é fundamental saber que  a tecnologia de alimentos foi desenvolvida para facilitar e agilizar a produção de alimentos e consequentemente melhorar o acesso aos mesmos.

Por definição, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária),   tecnologia de alimentos é a utilização de um

“conjunto de conhecimentos ou a reunião de técnicas e conceitos baseados em princípios científicos que se aplicam à preservação dos alimentos”.

(Ageitec – Embrapa)

A tecnologia de alimentos é empregada para que que possa garantir melhor aproveitamento de matérias-primas, menor custo de produção, maior rendimento, preços mais coerentes com o poder aquisitivo do consumidor, alimentos seguros do ponto de vista sanitário, maior qualidade intrínseca, praticidade e facilidade de consumo, além de contribuir com a produção mais sustentável, através de inovações para que a utilização de água, energia e outros insumos sejam feitos de maneira mais consciente.

Não posso deixar de reiterar que sem a tecnologia diebéticos continuariam tendo opção reduzida de escolhas alimentares, pacientes hospitalizados submetidos à dietas espciais também, além das prepações para as dietas enterais que atualmente são bem mais seguras.

Não existe um má tecnologia de alimentos, uma vez que ela foi criada para trazer benéficos, seja na otimização de processos, no uso de compostos para realçar características sensoriais presentes no alimentos, ou com o emprego de técnicas para conservação, dentre outros aqui mencionados.

O que pode acontecer é o uso inadequado da tecnologia de alimentos, quando não são respeitadas as técnicas e processos para a fabricação de um alimento.

Como todo novo conhecimento, ou técnica desenvolvida o resultado depende de boa fé de quem os utiliza.

 

Élida Silva – Aluna da UFAPE, estagiária da Verakis.

 

Imagem: pasja1000