9 de fevereiro de 2021

SOFT SKILLS NO AGRO : A TECNOLOGIA SUBSTITUIRÁ O HOMEM?

A nova era industrial (também conhecida como Indústria 4.0), caracterizada pela industrialização, interconexão e descentralização, está mudando máquinas, processos de produção e produtos. Presumivelmente, o sistema industrial está em constante mudança e afeta diretamente o perfil da força de trabalho, causando no trabalhador um certo receio de perder seu espaço para as novas tecnologias.

Por meio da integração da automação e dos processos digitais, criam-se oportunidades para os sistemas produtivos e os trabalhadores, mas em contrapartida desencadeiam um ciclo desconhecido.

O surgimento de novas tecnologias transforma o nosso dia a dia constantemente e às vezes é difícil assimilar os novos contextos. Esses acontecimentos podem gerar um medo do desconhecido, mas por outro, abre espaço para possibilidades incríveis.

Ao falar sobre inovação radical, o maior medo das pessoas é a ideia de que a tecnologia possa substituir pessoas. Muitas pessoas pensam que isso nunca acontecerá, mas algumas tarefas costumavam ser manuais, agora são automáticas.

No entanto, não é porque a tecnologia faz a mesma coisa que um ser humano, que ela vai substituí-lo. O objetivo é facilitar a vida das pessoas, ou fazer aquilo que elas não podem ou não conseguem, e aumentar a velocidade e constância de alguns processos. 

Devido à necessidade de atender a diferentes requisitos, é necessária a qualificação dos trabalhadores em um ambiente onde a Indústria 4.0 recente e causa insegurança. A qualificação de recursos humanos é fundamental, pois o trabalho humano não pode ser substituído pela inteligência artificial. Nesse novo cenário, o trabalho humano sofre modificações, mas não é completamente substituído por equipamentos.

Novas competências são requeridas em todos os setores das empresas, os recursos humanos precisam aplicar técnicas e treinamentos para o desenvolvimento das habilidades dos trabalhadores com a finalidade de obter sucesso no desempenho de suas funções. Entre as divisões que as competências detêm, encontram-se os conceitos soft skills e hard skills.

As competências técnicas (cursos, treinamentos, workshops, etc.) do trabalhador são chamadas de hard skills, são as aptidões técnicas do profissional.  Já as competências comportamentais/pessoais (atitudes do trabalhador em relação ao seu trabalho, confiabilidade, compromisso, ética, liderança, etc.) são chamadas de soft skills.

As Soft Skills são classificadas como habilidades importantes no ambiente de trabalho moderno, pois podem auxiliar no atendimento às demandas apresentadas pela expansão tecnológica, pela mudança organizacional estrutural, pela integração de negócios geograficamente dispersos em redes de produção globais, além da necessidade de acompanhar os avanços tecnológicos e responder aos novos desenvolvimentos do mercado.

 

Para saber mais sobre soft skills no setor agroalimentar participe da sessão do dia 03/03/2021, do Verakis Conecta.

Focar somente em hard skills ou soft skills não fornece um trabalhador completo, o essencial é o equilíbrio do conjunto das duas competências. Com a interação das duas competências alcança-se o grau de qualidade necessário para ser competitivo e essa qualidade depende fortemente dos recursos humanos envolvidos e de sua capacidade de interagir positivamente para atingir um objetivo comum: o sucesso da empresa.

Para ter sucesso nesse novo modelo, as empresas também precisarão levar em contas as habilidades e qualificações dos funcionários para determinar a função de cada profissional. Apesar de subjetivas, essas habilidades ajudam a compor o perfil do profissional ideal para cada setor da empresa. Então, todo profissional deve buscar seu desenvolvimento para que possa ingressar ou se recolocar no mercado.

A única questão que existe é até que ponto essa tecnologia se desenvolverá e, em algum ponto desse desenvolvimento, como os humanos terão que intervir para que não sejam superados pela tecnologia de sua própria criação? Certamente, o ser humano nunca ficará alheio a estes avanços tecnológicos, tendo que este ter uma intervenção que será decisiva na criação de fatores de equilíbrio que nunca permitam este domínio das máquinas sobre as capacidades dos homens.

 

Edvan de Oliveira Silva – Estudante do curso de Engenharia dos Alimentos da UFAPE, estagiário Verakis.

 

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