24 de agosto de 2020

Eu como, logo existo – Paris 2020

« Eu como, logo existo », é a grande exposição do Musée de l’Homme (Museu do Homem) em Paris, dedicada à alimentação, e que acaba no 31 de agosto de 2020.

Por meio de experiências lúdicas, a exposição tem a ambição de promover a compreenssão da maneira como comemos e os desafios que virão.

A Verakis foi, conferiu, e nesta última semana estival na França, semana de férias para a nossa equipe na Europa, vai compartilhar algumas definições, escolhidas especialmente para nosso seguidores, do « Petit dictionnaire curieux de l’alimentation » (Pequeno dicionário curioso da alimentação).

O « dicionário » amplia e aprofunda a pluralidade de temas abordados no decorrer da exposição, com cerca de 130 verbetes, escritos por pesquisadores e cientistas especializados no Museu do homem, ou em outro lugar. Este livro do alfabeto multidisciplinar – agronomia, antropologia, arqueologia, arqueozoologia, biologia, botânica, genética, etnologia, história, paleontologia, física, etc. – é ilustrado com uma iconografia notável e pouco conhecida, que dá lugar de destaque às coleções do Museu e do Musée de l’Homme, complementadas pelas de outras instituições de prestígio (musée du quai Branly, MUCEM, Fundação Dapper, etc.) bem como coleções particulares.

O intuito é compartilhar um pouco da visão multifocal do Museu do Homem e sua equipe de pesquisadores, que é também como a Verakis enxerga a alimentação.

Outro objetivo destes próximos « posts » é compartilhar textos, e nomes de pesquisadores que saem do « denominador » comum dos comentários e citações mais popularizados.

Vamos a isso !

« A alimentação permite-nos delinear os contornos da identidade humana, no longo tempo das nossas origens e no espaço circunscrito de um planeta de recursos limitados. Função biológica essencial para a sobrevivência dos indivíduos e das espécies, também contribui para moldar a organização de nossas sociedades por meio de condicionantes naturais (fisiológicos, ambientais etc.) e culturais (normas, proibições, rituais, valores etc. .). Compreender as práticas alimentares de ontem e hoje em toda a sua diversidade requer uma abordagem interdisciplinar, na encruzilhada das ciências naturais e humanas, nas quais a química, a física, a biologia, a agronomia, a sociologia, antropologia, etnologia, economia, psicologia, arqueologia e tantas outras disciplinas têm a palavra.

….

Uma mente treinada sendo uma mente mais bem equipada para fazer as escolhas certas tendo em vista a complexidade do mundo e sua oferta alimentar, este “dicionário” convida o leitor a picorr em um menu de degustação rico, que esperamos ainda assim digerível, que de ” maçãs do rosto “com” raspas “o levarão a uma refeição totalmente heterogênea …. »

Este texto faz parte da introdução  do « Pequeno dicionário curioso sobre comida », texto de Christophe Lavelle (Curador científico) e Marie Merlin (Curadora da exposição)

 

Christophe Lavelle é biofísico, co-responsável pelas redes DNA e Palim, Christophe Lavelle leciona em diversos estabelecimentos de ensino superior (universidades Paris 4, Paris 7, Cergy-Pontoise, Versalhes, Aix-Marseille, Lyon, Lille, Toulouse, SupBioTech Paris, Le Cordon Bleu Paris), autor de cerca de cinquenta artigos de investigação, colabora também com várias revistas e editoras na escrita de artigos e livros sobre ciências culinárias. Ele é membro de várias sociedades científicas e gastronômicas acadêmicas, incluindo a Sociedade Francesa de Biofísica, a Sociedade Biofísica Americana, a Associação para o Estudo da Alimentação e Sociedade e a Association des disciples d´Escoffier.

Marie Merlin é museógrafa do Museu do Home mem Paris – França.